Agora são Horas e Minutos - Bem vindo ao meu cantinho dos meus trabalhos

28 abril 2007

A minha Historia


ola amigas, bem hoje venho vos mostrar a capa do meu doçie do 9º ano, pois tenho andado de volta de papeis e não tenho feito nada estes dias, por isso quis partilhas a capa do meu doçie e quero partilhar com voçes a Historia da minha vida que é muito grande, mas era o meu desejo publica-la quando termina-se o trabalho, espero que tudo corra bem e que tenham um bom fim de semana...jinhosss Helena
A história da minha vida!



Aqui estou eu para contar a história da minha vida.
Eu não me lembro muito bem, quando era pequena, mas algumas coisas tenho na memória.
Quando eu tinha os meus 4 anos, houve um dia que eu fugi de casa da minha mãe, para ir ter com as minhas primas, elas moravam a uns 500 metros da minha casa e lá fui eu sem a minha mãe saber, até que uma senhora me viu e perguntou-me o que eu andava a fazer ali sozinha, e eu meio envergonhada disse que ia ter com as minhas primas, mas a senhora, como eu era muito pequena, quis levar-me à minha mãe e eu disse que não e fugi dela. A senhora muito assustada foi dizer à minha mãe que eu andava na rua e que ia ter com as minhas primas. Logo a minha mãe veio atrás de mim e quando ela chegou a casa da minha tia, eu estava no quarto a beber o resto do leite da minha prima, pois eu era muito comilona e adorava leite, mas no biberão. E fui apanhada pela minha mãe, lembro-me que fiquei toda chateada, mas aquilo passou.
Lá pelos meus 5 anos eu ainda bebia leite no biberão e a minha irmã como era mais velha, andava sempre a gozar comigo, mas eu não ligava, e certo dia, farta de me ver beber leite, ela parti-me o biberão. Eu lembro-me que chorei muito, mas lá fiquei sem o biberão e foi uma maneira de o deixar.
Isto é uma das recordações de quando era mais pequena, agora vou contar outra história já eu tinha os meus 8 anos.
Eu, nesta altura, ia dormir com a minha avó, ela tinha ficado viúva e como eu morava perto da casa dela, eu ia fazer-lhe companhia.
Nas férias de Verão o meu primo que vivia nos Açores vinha cá passar férias, e eu com as minhas primas andávamos sempre a gozar com ele, andávamos sempre a chamá-lo de Açoriano e detestava, e vai daí um dia, farto de tanto nos ouvir, foi buscar uma faca e andava atrás de nós a meter medo e a dizer que nos cortava a língua. Nós ficámos cheias de medo, até a minha avó ralhou com ele, mas ele coitado não tinha culpa, nós é que o picávamos e ele vingava-se dessa maneira.
Agora vou-vos contar mais uma das minhas histórias, lembro-me que chegou a altura de fazer a minha primeira comunhão, eu tinha o cabelo muito forte e grosso e, nessa altura, havia nas escolas muitas crianças que tinham piolhos e depois pegavam uns aos outros. Eu era uma das sacrificadas e a minha mãe, farta de me limpar a cabeça, disse-me que depois de fazer a primeira comunhão ia cortar-me o cabelo curto. Eu não queria, mas teve de ser.
Passados uns meses, o cabelo foi crescendo e comecei a ter caracóis no cabelo e ficou muito mais bonito, comecei a ficar mais vaidosa, mas a vida não era fácil, lembro-me que ia para escola de manhã cedo e quando regressava a casa, tinha de almoçar e antes de fazer os trabalhos da escola, tinha de arrumar a cozinha, lembro-me que quando lavei o chão da cozinha pela primeira vez foi um desastre, era só água no chão, eu mal tinha força para torcer a esfregona, mas foi uma tentativa.
Quando fui para telescola, comecei a ser mais aberta a muitas coisas, mas nessa altura não se tinha liberdade para nada, mas aproveitava-se algumas coisas na escola. Lembro-me dos nossos jogos no recreio e eu era uma das melhores a jogar ao ringue, era sempre escolhida em primeiro, adorava jogar ao elástico e ao bate pé, esse era o mais giro e lá passei a minha infância.
Já estava no último ano da escolaridade obrigatória quando o meu irmão fez 17 anos e no dia 17 o meu pai deu-lhe de prenda uma mota. Naquela altura estava na moda os rapazes novos terem uma Macal Minarel, quem tinha uma mota dessas, era o maior e como ele andava a estudar de noite e já trabalhava, teve uma grande prenda, mas também ia ter uma festa de arromba, ele tinha convidado os colegas dele todos da escola mais a família toda para festejar o dia de anos dele, mas o mais grave aconteceu. Era sábado e eu e minha irmã andávamos a ajudar a minha mãe a preparar as coisas e ele foi com um colega dele à Benedita para tratar dos documentos da mota e trazer a bicicleta que tinha ficado na loja. Quando regressava a casa, ele teve um acidente muito grande onde ficou muito mal. Esteve um mês internado em Coimbra e era muito complicado ir lá, porque os meus pais não tinham carro, nem carta de condução. O meu tio e muitas pessoas amigas é que nos levavam ao hospital. Nesse ano passou-se muitas coisas ruins na minha família, logo a seguir ao acidente do meu irmão a minha irmã ia ficando sem a mão dela no elevador do trabalho, mais tarde a minha mãe teve um aborto, já estava grávida de três messes, logo a seguir o meu pai esteve internado no hospital para ser submetido a uma operação delicada, mas escapou dela, fez tratamento e não foi preciso ser operado. Mais tarde apareceu-me uma alegria na pele e andei também a caminho do hospital, mas passou com o tempo.
Quando acabei o 6º ano, o meu pai não me deixou ir estudar mais, porque a vida não dava, e a deles também não era fácil, por isso eu não pude estudar mais e também não fugi à regra. Como ia fazer 14 anos, tive de ir à procura de trabalho, nesse ano a minha avó começou a ficar doente, uma doença grave, cancro, e já estava bem avançado e naquela altura a medicina ainda não estava tão avançada e a minha avó quando caiu na cama, nunca mais consegui recuperar. As minhas tias começaram a ir dormir para casa dela e eu voltei para casa dos meus pais, até que chegou um dos dias mais tristes da minha vida, a minha avó faleceu. Dias antes a minha tia consegui vir a Portugal para lhe mostrar a neta mais nova e a minha avó ficou muito feliz.
Chegou o dia do funeral da minha avó e eu andava muito triste até que veio uma amiga da família dizer que tinha um trabalho para mim, depois do funeral terminar fui saber das novidades, já que não podia estudar ia trabalhar para ganhar algum dinheiro para ajudar em casa. Eu queria era trabalhar para ter algum dinheiro ao fim do mês, por isso foi para uma fábrica de sapatos. Era fixe pelo, menos eu gostei do que fazia, estava ao pé da minha colega a colocar umas fitas nos sapatos, depois de estar já há uns dias a trabalhar, comecei a fazer muitas coisas na fábrica, desde pôr cola, a ir para os acabamentos colocar contrafortes nos sapatos e embalar. Sentia-me realizada e como já estava na minha fase de adolescência e queria tornar-me útil sentia-me feliz assim. Bem eu hoje pensando nisto, faz-me rir, era a vida naquela altura, «belos tempos».
Nesta altura, a minha vida foi-se mudando, depois de alguns meses fui trabalhar para uma grande fábrica de sapatilhas, era uma das maiores empresas da zona, onde se fabricava os ténis Adidas, uma grande marca. Quando consegui ir trabalhar para lá, fiquei muito feliz, fui para uma sala aprender a cozer numa máquina de costura. Só passados 2 meses é que fui trabalhar para a fábrica e aí foi uma alegria, eu comecei a fazer de tudo um pouco, andava sempre a mexer em muitas máquinas e eu adorava. Mas a vida não era fácil, ia de bicicleta para o trabalho, todos os dias e quando chovia é que eu não gostava nada, mas tinha de ser.
Nessa altura o meu pai não me dava liberdade nenhuma, mal podíamos sair de casa, trabalhava-se de semana e ao fim-de-semana, era ir à missa e não se podia sair de casa, mal podíamos fazer amizades.
Eu já tinha os meus 16 anos e pensei que se fosse estudar de noite aproveitava para fazer amigos e lá convenci o meu pai para me deixar ir, foi uma das maneiras para sair um pouco de casa, até que um dia combinei com os meus amigos para irmos ao cinema, mas sem o meu pai saber. E lá fomos ver o filme à Benedita, mas quando vínhamos meu pai apanhou-me e tive que contar a verdade. Quando cheguei a casa houve «sermão e missa cantada», mas o mais engraçado foi que nunca mais me esqueci do nome do filme “Olha quem fala” e falou, aprendi que não valia a pena mentir.
Dias mais tarde, comecei a interessar-me pela música e comecei a ter aulas de música, até que comecei a tocar um instrumento e comecei a ir com a banda da terra para as festas e com o treino comecei a ganhar dinheiro, era fixe, belos tempos. Quando eu tinha 17 anos, lembro-me de ir com as minhas primas passar a passagem de ano com elas em casa de um vizinho onde ia muita gente, cada um levava algumas coisas para comer, e foi aí que conheci o meu primeiro namorado. Conhecemo-nos e ele começou a andar atrás de mim até que namorávamos em casa. Velhos tempos, pois não podíamos sair dali, passávamos os domingos a ver televisão, “que seca”, mas tinha de ser, no entanto, o namoro não deu certo e terminámos, muita coisa ficou por esclarecer, mas é a vida, não dá, não dá.
Nessa altura, aqui na terra a equipa de hóquei em patins, que estava na primeira divisão, de quinze em quinze dias havia jogos e eu comecei a ir velos. Mais tarde, comecei a ir ver o jogos fora e num dos jogos em casa, lembro-me perfeitamente, fui com a minha amiga Cila ver um jogo e depois do jogo íamos com o irmão dela ao baile. Quando lá chegámos, já estava muita gente e reparámos num rapaz que estava lá a gritar muito pelo Turquel e, como não conhecíamos o rapaz, estávamos mais atentas e ele despertou-nos a atenção. Quando o jogo acabou, fomos para o baile e quando lá chegámos esse rapaz estava lá e ficámos muito intrigadas e continuámos a ir ver os jogos e ele estava lá. Bem um bichinho mexeu comigo até que um dia eu fui a uma excursão ver um jogo de hóquei. Numa mais me esqueci deste passeio, fomos a Barcelos e o passeio foi muito bom, diverti-me imenso, mas na vinda para casa eu passei para o último banco do autocarro e um rapaz aproximou-se de mim e perguntou-me: – Vais aqui tão sozinha, não tens companhia? E eu muito envergonhada disse: - Não estou sozinha, vai aqui tanta gente! Ele lá se ia metendo comigo e eu comecei a olhar para ele e vi que aquela cara não era estranha, quando me lembrei que era o rapaz que eu vi no jogo que não parava de gritar. Quando estávamos quase a chegar, ele perguntou onde eu morava, a minha idade e se eu namorava. Foi um interrogatório, mas até foi giro e o tempo foi passando estávamos no princípio do ano, eu ia sempre ver os jogos ao Sábado e o tal rapaz também estava sempre nos jogos, e começou-se a aproximar-se mais de mim, uns olhares, umas risotas e muito mais, até que eu soube que ele ia todos os dias jantar ao café de uma amiga minha, eu que tinha ficado com um bichinho de curiosidade e comecei a ir beber café à noite, só para o ver. O tempo foi passando, e nós íamos trocando olhares.
Começámos a encontrarmo-nos no café, até que chegou o dia 14 de Fevereiro e eu fui beber café como de costume e lá estava ele à minha espera, o mais giro é que ele tinha uma prenda para me dar, e eu fiquei toda envergonhada e não sabia o que dizer. Quando ele entregou a prenda à minha amiga para ela me dar, porque ele tinha um pouco de vergonha e não sabia o que dizer, e tinha medo que eu não aceitasse. Então combinou com a minha amiga em ser ela a dar-me e eu como aceitei a prenda, tinha que lhe agradecer.
Ele acabou de jantar e eu bebi o meu café e combinámos de ele me ir levar para casa. Lá fomos os dois e ele começou por me dar a mão e perguntou: - Gostaste da prenda? Eu muito envergonhada disse que sim, até que ele parou e perguntou-me: - Queres namorar comigo? Fiquei sem palavras, mas como já havia uma química dentro de mim, já alguma coisa me dizia que estás apaixonada e aceitei e ele muito depressa olha nos meus olhos e espeta-me um beijo e eu correspondi. Não deixei que ele me levasse até casa, porque os meus pais não sabiam de nada e depois ainda dava confusão, o mais giro foi eu chegar a casa e ter de esconder a prenda sem que a minha mãe e o meu pai vissem, mas também pensei, que não dava para esconder por muito tempo. O tempo passou e chegou o dia de pedir o namoro aos meus pais, isto de pedir namoro era muito complicado, mas lá veio, não queria nada e não gostava nada destas coisas, mas se queria namorar tinha que ser assim.
Começámos o namoro e ele não tinha ninguém cá então veio de Lisboa morar para Turquel, pois a família dele são a irmã e a madrinha que moravam em Lisboa, mas ele veio de lá, fugindo da vida que levava. Estava farto e um senhor amigo dele que passava muitas vezes por esta zona e conhecia muita gente por aqui, arranjou trabalho para ele e foi ficando, até que já estava farto de trabalhar tanto, pois trabalhava num café mais de 16 horas seguidas e esteve quase para se ir embora, a sorte foi lhe dizerem que o Sº António Livramento, estava a treinar a equipa de hóquei, ele aí pensou e veio ver se o via, porque em Lisboa conhecia-o muito bem, e daí ele ter ficado por cá.
Fomo-nos conhecendo aos poucos e houve uma vez em que ele me fez chorar muito, eu descobri que ele era dependente do álcool. A minha mãe queria que eu acabasse com o namoro, mas eu como gostava muito dele, tentei que ele deixasse a bebida e pouco tempo depois ele pensou que o melhor era deixar a bebida, porque já tinha um passado triste derivado à bebida e assim foi, ele deixou e nós continuámos a namorar.
Já namorávamos há mais de 6 meses e ele pediu-me em casamento, eu não sabia o que dizer, fiquei toda encavacada, sem saber o que fazer. Disse que ia pensar, dias mais tarde eu dei-lhe a resposta e foi SIM. Depois tinha que contar aos meus pais o que tínhamos decidido, eles ficaram um pouco surpreendidos, porque achavam que era muito nova, mas eu tinha decidido tomar esse passo e eles tiveram que concordar.
Começámos os preparativos, pensar na casa que não tínhamos em datas para o casamento e muito mais.
O meu pai começou a ajudar-nos e tinha uma parte da casa, onde dava para recuperar, dava para fazer uma casinha em ponto pequeno, isto foi o que eu pensei, mas achei engraçado, começámos por tentar dividir o espaço que tínhamos e comecei por fazer uma planta da casa.
Começámos a pensar nos preparativos para o casamento, ele tinha uma irmã em Lisboa que eu não conhecia, mas o pior é que o meu pai não me deixava ir conhecer a irmã dele, porque era muito longe, tinha medo que alguém me fizesse mal. (Sem comentários). A minha mãe ajudou-me a arranjar uma maneira de eu conhecer a minha futura cunhada, e pensámos num dia que o meu pai não desse pela minha falta. Como estava quase no final do ano, tivemos uma ideia fixe, no dia 1 de Janeiro era um dia em que ele não notava muito, inventei uma desculpa que eu ia passar o ano com uma amiga minha que ele conhecia bem, por isso não tinha motivos por desconfiar.
Então fui até Lisboa, numa aventura de autocarro. Logo de manhã uma aventura nunca mais esquecida, quando cheguei a casa da minha futura cunhada fui apresentada e tudo correu bem, fizemos logo o convite para o casamento, todavia ainda não sabíamos datas, mas já tínhamos previsto para o Verão, só faltava confirmar com o copo de água, mas depois dizíamos a data noutra altura.
Confirmado a data do casamento, começámos por tratar dos preparativos da casa, em remodelar aquele espaço que tínhamos para morar, e o tempo foi passando e estava a chegar o dia do casamento. Fui escolher o vestido de noiva e o primeiro que vesti foi o que me fascinou, vesti mais uns 3, mas aquele tinha a ver comigo e lá escolhi o que gostava.
Chegou o dia mais feliz da minha vida, os convidados foram chegando a casa dos meus pais, eu fui-me pentear para casa de uma vizinha minha e já estava a ser maquilhada quando me bateram à porta, era a minha mãe a chamar, pois já estava na hora, o meu futuro marido ainda tinha de tirar as fotos de solteiro em casa dessa vizinha.
Ele saiu primeiro para a igreja, depois foi a minha vez. Quando cheguei lá estava ele à minha espera, quando entrei ele começou a chorar, mas depois passou, foi lindo! Quando saímos da igreja levámos com um banho de arroz e farinha, ficámos todos branquinhos, bem eu já estava de branco, agora ele ficou com o fato todo malhado, mas depois limparam o fato e quando estávamos para entrar no carro, apareceram uns poucos e não nos deixaram entrar, tivemos que ir a pé. Foi uma festa, vieram todos à rua ver o que se passava colocaram umas latas presas a nós para fazer mais barulho, foi divertido!
Chegamos à nossa futura casa e levámos os convidados para conhecê-la, depois fomos todos para o jantar que foi perto da nossa casa. Desarrumaram a nossa casa toda, levaram-nos para uma fonte para nos darem banho, mas foi muito divertido.
Na semana seguinte fomos de lua-de-mel! Não tínhamos carro e pouco dinheiro, mas tínhamos uma casa no norte que era da madrinha dele e que nos deixou ir para lá. Pensámos em ir de comboio e lá fomos nós, apanhámos o comboio no Valado dos Frades e seguimos numa aventura. Saímos era 10.30h para chegar a Seixas, Caminha, lá pelas 8 da noite. Eu nunca tinha andado de comboio, fiquei farta, mas tinha de ser, e lá chegamos a terra dele. As pessoas quando o viram ficaram muito felizes por ver que ele tinha refeito a vida e lá passámos uns dias. Íamos à praia de comboio, à noite íamos até Caminha, mas tinha de ser a pé, porque não havia transportes e como estava na altura das festas, nós íamos aos bailaricos para nos divertimos.
Chegada a altura de terminar as férias, tivemos de regressar, mas também de comboio, e o mais bonito é que escolhemos a viagem até Lisboa para depois irmos visitar a família dele. Foi outra aventura, viemos de noite e o comboio estava cheio de tropas e não podíamos adormecer, tínhamos medo de ser roubados e rendíamos um ao outro, mas eu era a que dormia mais porque estava muito cansada, tínhamos passeado muito nesses dias e lá chegámos a Lisboa de manhã cedinho e fomos ter com a família dele contar a nossa aventura. Depois voltámos para nossa terra, pois as férias estavam a terminar e tínhamos de ir trabalhar.
Começámos a nossa vida a dois, passado 3 meses pensamos em comprar um carro, fomos a uma loja aqui da terra e comprámos o carro mais barato, naquela altura não tínhamos muito dinheiro e nunca mais me esqueci dele, um Fiat 127 bem bom, foi muito giro, porque tenho histórias giras com esse carro que passo a contar.
Para começar fomos de férias para o norte pela primeira vez de carro e levámos o carro cheio, até cheio demais, íamos 6 pessoas dentro dele e o mais giro é que partimos de Lisboa bem cedo, para não apanhar calor, porque se não ainda ficámos pelo caminho. Naquele tempo levámos mais tempo a chegar lá, pois só tínhamos auto-estrada até ao porto, depois até Caminha era sempre na estrada nacional, mas fazia-se bem o caminho. Eu adorei essas férias, no bom sentido e também no mau, passei um mau bocado nessas férias que vos passo a contar.
Estávamos há dois dias no norte e eu comecei a ficar toda picada pelos mosquitos, fiquei toda picadinha até tive de ir para o hospital e qual o meu espanto que quando lá cheguei e reparei que não era só eu, estava muita gente assim. Ficamos lá quase o dia todo e lá se tinha ido um dia de férias, mas no outro dia, depois de medicada e de ter levado uma injecção de cavalo, as picadas foram passando e lá fomos gozando os restos dos dias de férias.
Outra história gira que se passou comigo foi quando fomos a Viana do Castelo visitar a Santa Luzia. À ida para lá fui mandada parar pela GNR, tremia que nem uma vara, porque nunca tinha sido mandada parar pela polícia desde que tinha tirado a carta, mas como tinha tudo bem, também não me preocupei muito, mas que foi um susto foi! Eu nem vi o guarda a bater a pala, coisa que eu não sabia que eles tinham de fazer, mas enfim coisas minhas. E assim passaram as nossas férias e chegou a altura de voltar a casa.
Muitas histórias se passaram. Começou o hóquei e o Turquel estava na primeira divisão de hóquei em patins e tinha muitas saídas para o norte, e lembro-me que numa delas estive uma história gira. Era Sábado de manhã e pensámos em ir ver o Turquel a Infante de Sagres, era perto do porto e fui eu, o meu marido e mais outro amigo nosso. Estávamos a chegar e lembro-me que cheguei à rotunda da Boavista e partiu-se o cabo de embraiagem, a rotunda estava cheia de carros e eu fiquei sem saber o que fazer, tentei levar o carro para a berma e sei que consegui parar ao pé de um café, mas não consegui sair dali. O meu marido com o nosso amigo foram logo ver se arranjavam alguém para nos ajudar, deram tantas voltas que logo encontraram uma oficina lá perto, bem foi mesmo sorte! Mas a sorte melhor foi o senhor ter a oficina aberta, porque era para estar fechada. Com muito esforço lá conseguiram o cabo para o carro e já não deu para ir ver o jogo, porque já tinha acabado, e assim metemo-nos ao caminho para casa. Quando vínhamos na auto-estrada, amigos nossos passaram por nós e disseram que tínhamos ganho o jogo. Nada mau, não fomos ver, mas saber que tínhamos ganho já foi bom.
O tempo foi passando, a vida foi continuando e passeamos muito nas idas em que o Turquel ia jogar fora, belos tempos. Foi quando aproveitei para conhecer melhores sítios que não conhecia e também gozar um pouco a vida, já que em solteira não gozei nada. As minhas férias foram sempre no norte de Portugal, terra do meu marido e a qual eu adoro visitar sempre que posso.
Chegado a altura em que pensámos ter um filho(a), eu lembro-me que tinha muito medo de ficar grávida, tinha pânico, só de pensar arrepiava, mas tinha de ser, nós os dois não éramos nada, tinha de vir alguém para nos ocupar mais um pouco. Lembro-me bem quando planeámos ter o nosso filho(a), eu queria muito uma menina mas o meu marido queria um menino, mas o que viesse era bom desde que tivesse saúde, que é o principal. E assim foi, fiquei grávida logo à primeira vez que tentámos, quando fui fazer as análises e deu positivo, foi uma alegria enorme só de saber que tinha um ser dentro de mim, fui ao médico e comecei a ser seguida em consultas de rotina, e quando fui fazer a primeira ecografia, foi lindo. Nunca mais me esqueci da alegria que foi em ver uma coisinha tão pequenina dentro de mim e a gravidez corria bem. Quando fui fazer a segunda ecografia para ver se sabia que sexo era o bebé, meu marido foi comigo, ele queria saber se era menino ou menina, mas eu também queria saber, e quando o médico começou a fazer a ecografia ele disse logo que era menina. Eu fiquei muito feliz, mas o meu marido ficou um pouco triste, mas ficou feliz na mesma, o que nós desejámos era que ela viesse bem perfeitinha e com saúde.
Foi um ano espectacular, começou com a minha gravidez que foi sempre muito estável, fiz férias na mesma com uma barriga enorme e fomos ao norte na mesma, fizemos muita praia, piscina e muito mais, e estava quase a altura de bebé nascer. A minha cunhada veio passar um fim-de-semana a nossa casa, porque estava quase a altura da bebé nascer, e não é que a bebé decidiu nascer? Nessa noite acordei com muitas dores e trataram de levar-me para o hospital e a minha Alexandra nasceu nessa manhã de domingo, dia 29 de Outubro de 1995.
Que bom que foi ser mãe pela primeira vez, fiquei feliz por ter conseguido passar por uma coisa que tinha medo, e na altura de ter a bebé não pensamos nos medos que temos, só queremos que passe depressa, o resto fica esquecido.
A minha vida mudou muito a partir do dia em que a minha filha nasceu, mas responsabilidade no meu dia-a-dia, e o tempo foi passando e tivemos que comprar um carro melhor, porque o velhinho Fiat não tinha cinto atrás e com a bebé não podíamos andar com a cadeira sem cinto. Fomos ver um carro e acabámos por comprar outro Fiat, mas era melhor, era um Fiat Punto modelo melhor e mais avançado. Fomos construindo a nossa vida, até que uma coisa triste aconteceu na nossa vida, e meu marido esteve um acidente de trabalho, caiu dum telhado abaixo e foi para o hospital, ele esteve um bocado mal e estávamos numa época má, a fábrica onde eu trabalhava estava a atravessar uma fase difícil, e com ele no hospital ainda pior. Foi um ano para médicos a fazer exames para que tudo ficasse bem com ele, eu estive que arranjar outro trabalho, ele estava pelo seguro sem receber nada. Andei a procurar outro trabalho e consegui, fui chamada para uma fábrica de louça para pintar louça, pensei que era uma aventura que não conseguia, mas tinha de tentar, porque a vida estava difícil.
Fui trabalhar e nunca mais esqueci do meu primeiro dia na fábrica, encontrei uma amiga minha que trabalhava lá, foi ela uma das pessoas que me ensinou a pintar louça e também conheci pessoas novas com quem me associei bem e, assim, foi passando o tempo e a vida foi continuando. O meu marido ficou melhor e voltou a trabalhar e a vida foi-se compondo.
A minha filha foi crescendo e a nossa casa onde morávamos foi ficando pequena, não tinha quarto para ele dormir, por isso começou por ir dormir a casa da minha mãe, assim estava melhor, mas não podíamos viver assim muito tempo, e pensámos em fazer uma casa. Fiz o projecto da minha casa, era a casa dos meus sonhos, que tentei construir, mas infelizmente o terreno que tinha não dava. O meu pai tinha um terreno grande, mas eu não gostava do sítio, porque ficava muito isolada e era no meio de pinhais e eu tinha medo de ter uma casa no meio de floresta.
No entanto a nossa terra estava a evoluir e muitos prédios estavam a ser construídos, até que fomos ver uns que ainda não estavam construídos e gostamos muito de um. Tratámos logo dos papais no Banco para ver se o empréstimo era aceite e, finalmente, conseguimos e ficamos quase dois anos à espera que ficasse pronto.
A minha filha andava a pedir um irmão (ã), mas como estávamos à espera que a casa ficasse pronta, prometemos que quando fossemos para a casa nova lhe dávamos um irmão ou uma irmã. Muita coisa se passou nesses dois anos, tive uma oportunidade para mudar de emprego, e fui chamada para ir trabalhar para uma empresa muito grande na Benedita, onde o meu irmão trabalhava e, assim, começou mais uma etapa da minha vida. Fui fazer limpezas para os escritórios, trabalhava por turnos e tinha a hora de almoço muito grande, até que arranjei um part-time na hora de almoço a servir num café, até foi muito bom, porque esse café era perto da minha casa e minha filha tinha começado na escola e tinha que ir almoçar a casa da avó, mas como eu estava a trabalhar no café, ela começou a ir almoçar, porque era melhor para ela, assim, não tinha de ir até a casa da avó.
O tempo foi passando e ela pedia um irmão (ã), mas como eu estava há pouco tempo na fábrica, não queria ficar grávida sem ficar efectiva e, foi assim, passando ano e meio já estava efectiva e pensei em ficar grávida pela segunda vez. Como da primeira, à segunda também foi fácil, foi logo à primeira. Comecei por ir a consultas de rotina e chegado a altura de fazer a segunda ecografia a minha filha mais velha foi comigo, porque estava deserta para saber se era mano ou mana. Lá fomos nós até às Caldas da Rainha fazer a eco e quando chegou a vez de eu entrar, ela entrou comigo e o médico, que estava de serviço, brincou um pouco com ela para a pôr mais descontraída e quando ele viu o sexo do bebé virou-se para mim e disse que era feminino. A miúda não percebeu nada, ficou ainda mais confusa mas também não se desmanchou. Quando saímos do gabinete médico ela perguntou-me: - Mãe então é menino ou menina? Eu comecei a gozar com ela até que lhe disse que era uma mana que vinha aí, bem a miúda saltou de alegria, depois disse: - Vez mãe, o pai dizia que era um mano e enganou-se.
A gravidez corria bem e eu também andava bem, já tínhamos o nome escolhido para a bebé, que tinha sido escolhido em família, e foi chegando o momento dela nascer. Eu estava deitada e tive vontade de ir à casa de banho, qual o meu espanto que mal meto o pé fora da cama as águas rebentaram. Chamámos logo a ambulância e também chamei a minha mãe para ficar com a minha filha mais velha. O meu marido foi comigo porque queria assistir ao parto. Cheguei ao hospital e nunca mais me esqueci que nesse dia tinha começado mais uma guerra no mundo, até os enfermeiros diziam: - Olha esta vem a fugir da guerra. A bebé nasceu perfeitinha e mito gira e, assim, nasceu a minha filha Sofia no dia 20 Março de 2003. Neste dia, os meus cunhados deram um presente à minha Alexandra, um computador, já era velhinho, mas dava bem para ela aprender a mexer nele, e eu também. Fui tomando o gosto até que no ano seguinte pensamos em colocar a Net para a Alexandra fazer os trabalhos da escola e para falarmos com os meus cunhados e muito mais. Lá pelo meio do ano, pensámos em comprar um PC novo, porque aquele era velhinho e demorava muito tempo a ligar.
No ano seguinte, o meu marido teve um acidente no trabalho e a vida foi-se complicando, tinha as minhas coisas para pagar e o dinheiro era pouco e eu pensei nesse ano em ir de bicicleta para o trabalho, visto que a gasolina estava cada vez mais cara. Lá ia eu com uma amiga minha do trabalho, a Ana Maria, que já trabalhávamos há muito tempo juntas, e foi passando o tempo até que eu nas férias decidi arranjar um trabalho e consegui. Fui apanhar pêra, coisa que nunca tinha feito, mas com muito sacrifício lá fui eu nem férias tive. Quando o meu marido começou a ficar melhor pensávamos que a vida ia-se compor, ele arranjou trabalho porque não podia ir mais para as obras, e ele conseguiu ir trabalhar para um armazém de frutas, e o mais giro é que esses senhores do armazém já tinham sido patrões dele quando ele veio morar para Turquel e nossa vida começou a compor-se.
Quando pensávamos que estava tudo a começar a melhorar, eu comecei a ter muitas dores nas pernas, ficava muito cansada, mas nunca liguei, pensava que era cansaço do que tinha passado nesse Verão, mas as dores não passavam e eu ia sempre obrigando o meu corpo, quando saía do trabalho chegava a casa, fazia o jantar e meu marido esfregava-me as costas e as pernas. No outro dia eu estava como nova, mas não foi o que aconteceu. Um dia fui a casa de banho e reparei que estava a deitar sangue e não podia ser o período, porque o tinha tido à dias atrás e fui logo ao medico, nós no trabalho tínhamos médico todos os dias e lá fui e eu expliquei o meu caso ao médico. Ele pensou que era uma infecção urinaria, receitou-me logo um antibiótico mandou-me fazer análises, depois de acabar o antibiótico. Assim fui à farmácia levantar o medicamento logo à hora de almoço para começar a tomar o mais depressa possível e quando eu tomei o primeiro comprimido, eu pensei que me dava alguma coisa, porque comecei a ficar mal, agoniada mas pensei que era de ter tomado o medicamento a seguir ao café. À noite quando fui a tomar de novo o medicamento, fiquei na mesma e, assim, sucessivamente até que resolvi ir de novo ao médico e contei o que se andava a passar. O médico mandou-me parar com o medicamento e ir fazer as análises. Fiz as análises e quando veio o resultado, fui mostrar ao médico, que me disse que eu não tinha nenhuma infecção. Como nunca mais tinha perdido sangue, não liguei mais e fui passando os dias uns melhores, outros piores, até que um dia cheguei ao trabalho e mal conseguia respirar e pensei em ir ao médico e quando cheguei perto dele, achou-me muito abatida e foi medir-me a tensão, e quando ele viu que eu tinha a tensão muito alta perguntou-me se era normal e eu respondi que não, sempre tive a tensão regulada. Ele passou o medicamento para baixar a tensão e lá fui para o local de trabalho na mesma, muito cansada, mas lá fui aguentado.
Chegou a hora de almoço e eu lembro-me que mal conseguia comer, mas fiz um esforço e depois como tinha umas coisas para colocar a jeito dos produtos que vendo, não fui à farmácia e estava a fazer conta de ir no fim de sair do trabalho, porque também nesse dia havia uma reunião da escola da minha Alexandra e eu não queria faltar. Chegado a hora de eu ir fazer a limpeza aos armazéns, comecei pelo armazém industrial, que ficava na cave, e quando fui começar a varrer, não tinha força nenhuma, mas lá consegui. Quando ia passar ao pé dos meus colegas, um deles perguntou-me se eu estava bem, eu disse que não, mas mostrei-lhe o chá e disse que porcaria de chá me tinha saído. Mas lá fui eu tentar beber o maldito chá e quando a bebê-lo comecei a tremer por todo lado. Pensei que algo ali estava mal e resolvi ir ter com a doutora Isabel para lhe comunicar que ia-me embora, porque não me sentia nada bem e de manhã tinha a tensão muito alta. Ela começou a dizer que me chamava uma ambulância para eu ir ao hospital mas eu como era muito teimosa não quis e ela foi insistindo para eu não ir para casa naquele estado porque podia acontecer-me alguma coisa, mas eu respondi que o meu irmão saia às 4 horas e que se eu não fosse capaz pedia-lhe ajuda. Ela lá me deixou sair e disse para eu ir com o meu irmão, mas como eu sou muito teimosa, resolvi levar o carro e como tinha o medicamento para baixar a tensão, parei na farmácia e pedi ao senhor se me podia medir a tensão e expliquei o que se tinha passado. Ele mediu a tensão e viu que realmente que estava muito alta e também quis chamar a ambulância, mas eu disse que não era preciso, mas ele como viu que eu estava muito teimosa, deu-me um comprimido para a baixar e fez-me ficar lá um bocado para ver se fazia efeito. A tensão tinha baixado um pouco, mas ele insistiu para que eu não fosse a conduzir, porque era perigoso mas eu disse que ia devagar e que também àquela hora não havia muito trânsito e lá fui eu para casa devagarinho.
Quando cheguei a casa da minha mãe mal conseguia falar e respirar, a minha mãe veio logo à porta para ver o que se passava mas u disse-lhe para esperar. Quando consegui sair do carro e expliquei o que se tinha passado, ela foi logo medir-me a tensão e, realmente ainda estava alta e começou logo a dizer que eu tinha de ir ao hospital, mas eu teimosa disse que não. Ela foi buscar umas folhas de nespereira para fazer chá e eu lá bebi, mas passado pouco tempo fui para a casa de banho vomitar e aí é que eu pensei que deveria ir para o hospital, mas antes de ir ainda fui à minha casa mudar de roupa e buscar o telemóvel. Quando cheguei a casa da minha mãe ela chamou a ambulância para eu ir ao hospital, porque ela estava com a minha filha e não tinha a quem a deixar. Logo que veio a ambulância, quando a minha filha viu que eu ia para dentro dela, começou logo a chorar, mas tinha de ser. Lembro-me que foi todo o caminho a vomitar, quando cheguei ao hospital um médico veio ter comigo para ver o que se passava, e eu mal conseguia falar mas ele começou a dizer se eu não falasse ele ia embora. Eu fiquei assustada e comecei a chorar e ele veio ter comigo e disse se chorasse era pior. Então com muito sacrifício consegui dizer alguma coisa e ele então mandou-me fazer um raio X e o médico mandou-me para uma sala e pediu à auxiliar para me despir. Aí vi que algo de grave se passava e perguntei à auxiliar. Como eu a conhecia, pedi para ela me dar o meu telemóvel para telefonar para casa e, assim, falei com a minha mãe e contei que ia para Leiria e não adiantei mais nada, porque também não sabia o que se estava a passar.
Fui até Leiria com um enfermeiro do hospital e lembro-me que ia, de vez em quando, a vomitar e quando chegámos a Leiria, eu reparei que na ambulância também ia o médico. Vi que algo de grave se passava e só sei que entrei por um corredor e levaram-me para uma sala, nessa sala passaram-me para uma maca ou uma mesa, não sei não me lembro bem o que era, só sei que comecei a ver muitos médicos e enfermeiros à minha volta e sem mais nem menos comecei a ficar com as mãos dormentes e a partir dai nunca mais me lembrei de nada.
A partir desse dia, 10 de Novembro de 2005, só sei que tudo se apagou para mim, pelo que agora sei e me contaram os meus familiares, que me iam visitar ao hospital, e eu não dizia nada, estava toda entubada e ligada às máquinas. Lá se passaram alguns dias quando eu lembro-me que acordei e só sei que estava a fazer hemodiálise e quando reparei que estava lá o meu pai a falar e eu sem poder responder, pois estava toda entubada.
Quando acabei a hemodiálise lembro-me que colocaram-me numa maca e eu comecei a tirar os tubos e os fios que tinha ligados a mim, as enfermeiras resolveram amarra-me e eu lembro-me que fiz tanta coisa para conseguir desamarrar-me, mas não conseguia, estava cheia de dores queria ver-me livre de tudo aquilo, mas não conseguia. Estava farta de estar ali e quando vi uma enfermeira, apontei para o pulso para ela me dizer as horas e ela disse para eu descansar, porque eram 2 da manhã, e eu depois disso lembro-me de ter descansado um pouco e quando acordei já era dia e depois fui levada para os cuidados intensivos e eu comecei a ouvir falar e com as mãos chamei uma enfermeira e ela perguntou o que eu queria e eu por gestos não consegui explicar. Aí elas trouxeram um quadro para eu escrever e eu escrevi a perguntar que dia era e elas disseram que era dia 14 de Novembro. Só sei que comecei a chorar e elas perguntaram o que se passava e eu escrevi que o meu marido tinha feito anos no dia anterior e o que é que eu estava ali a fazer. Elas ficaram muito comovidas e viram que eu estava a dar sinais de melhorias, porque lembrava-me das coisas. Depois nesse dia veio o meu marido ver-me e só sei que passei o tempo todo a chorar e ele também, não consegui controlar-se, os meus pais também foram lá e eu sei que estava muito feliz por estar a vê-los, mesmo não sabendo o que se estava a passar. Lá fui recuperando e as enfermeiras nesse dia à tarde retiraram o tubo que eu tinha na boca, foi um alívio, mas eu pensava que conseguia falar logo, mas não foi assim, elas diziam que só passado umas horas é que eu começaria a falar e assim foi, já não me lembro o que disse, mas foi um alívio enorme para mim.
No outro dia vieram umas senhoras fazer um exame para ver os meus rins e quando ela fez o exame, chamou o médico que estava de serviço para ir ver o que se estava a passar. Eu percebi que ela tinha visto algo de errado e fiquei atenta ao que estavam a dizer. Ela disse que via algo de estranho mais abaixo e pediu para fazer outro exame, mas com a bexiga cheia. Então a enfermeiras foram logo tratar de tudo e a senhora veio fazer de novo o exame e reparou que alguma coisa estava entre a bexiga e o colo do útero. Aí eu comecei que algo estava mal em mim, mas não me diziam nada.
Na mesma tarde, fui vista por um obstetra e ele fez-me um exame que foi para análise e fez-me muitas perguntas. Eu respondi a tudo e percebi que alguma coisa tinha, mas ainda não sabia de nada em concreto, o médico depois explicou por palavras dele e eu mais ao menos entendi.
Depois de se terem reunido, o médico veio falar comigo para me dizer o que eu iria fazer, ele contou que no exame que tinha feito tinha acusado alguma coisa entre o colo do útero e a bexiga, mas não disse logo o que era, porque me estava a preparar, eu é que ainda não sabia de nada. Ele contou que eu tinha de ir para Coimbra, porque eles lá tinham melhores condições para o meu caso e que me iriam colocar uma sonda ligada aos rins para os limpar, e eu, como estava muito consciente, concordei com tudo o que me disseram.
No dia 16 de Novembro foi o dia em que eu fui levada para Coimbra, mas só fui depois da hora das visitas. Os meus pais souberam que eu iria ser levada para o serviço de urologia do hospital dos Covões e disseram logo que quando lá chegasse para perguntar pelo doutor Fonseca. Chegou a hora de ser transferida e as enfermeiras que estavam de serviço despediram-se de mim e eu delas, pois tinha criado uma amizade com todas. Fui de ambulância com um enfermeiro e durante o caminho ele foi sempre a falar comigo e perguntou-me de onde era, o que fazia, e eu também lhe perguntei sobre o meu estado de saúde e ele foi me contando o que se tinha passado e que estava muito ligado ao meu estado de saúde e que tinha feito tudo para eu ir para Coimbra porque, sabia que lá estava uma boa equipa médica para me observar.
Quando cheguei a Coimbra, o enfermeiro tratou de tudo, e eu perguntei ao segurança qual o médico de serviço e ele respondeu que era o doutor Fonseca Santos. Eu fiquei muito feliz por saber que era ele que estava de serviço e fui levada para uma sala onde estavam muitos doentes e ali fiquei à espera que ele aparecesse.
Passado uma hora, aproximaram-se dois médicos que me perguntaram como é que eu me sentia e eu disse que tinha muitas dores e comecei a olhar para o médico e vi que ele não tinha identificação. Então perguntei qual era o nome dele, ele respondeu logo e eu comecei a chorar, mal conseguia falar. Ele achou aquilo estranho e perguntou o que se passava e eu a chorar só lhe perguntei se ele se lembrava de um doente que ele tinha tido há vinte anos com problemas na uretra e que era de Turquel - Alcobaça. Ele sorriu para mim e disse que se lembrava perfeitamente e eu disse que era irmã dele. O médico estava acompanhado por outro médico estagiário e estiveram a ler o meu processo e disseram que eu teria de ir para uma sala para me colocarem uma sonda ligada aos rins e lá fui eu com eles.
Depois de me terem colocado a sonda e terem feito uma ecografia aos rins, levaram-me para a urologia e quando lá chegámos não tinha vaga nenhuma na parte das senhoras e eles foram falar com as enfermeiras de serviço para ver se havia alguma solução, apenas havia um quarto na parte dos homens que só tinha lá um senhor e passaram-no para o outro quarto para eu ficar no quarto sozinha.
No fim de estar já no quarto, veio uma auxiliar perguntar o que eu queria comer, bem eu já não comia há mais de uma semana e disse que sim. Ela trouxe uma taça de papa Nestun e eu comi tudo, se tivesse mais, mais comia. Nesse dia à noite o meu marido telefonou para saber se já tinha chegado e se estava tudo bem e para dizer que no outro dia iam visitar-me. Eu pedi logo para me trazerem as minhas filhas, tinha muitas saudades delas e foi assim, no outro dia de manhã levantaram-me e sentaram-me numa cadeira para não estar sempre deitada.
Chegado a hora de almoço, as minhas filhas apareceram e eu comecei logo chorar e a pequena só dizia: - Mãe, não chora eu estou aqui para dar muitos beijinhos. A mais velha não dizia nada, estava feliz por me ver e não sabia o que dizer, estava comovida por tudo o que se tinha passado, começou a contar-me as notas dela nos testes da escola e a contar tudo o que tinha feio naqueles dias.
Eu fui sendo observada e eles viram que o rim do lado esquerdo também estava afectado e colocaram outra sonda para eles começarem a trabalhar melhor e ia sempre fazendo análises para ver se tudo voltava ao normal.
Eu estava no hospital, mas sabia que tinha deixado muita coisa em casa para organizar, tal como as contas para pagar, coisas que o meu marido não tratava era sempre eu que mexia nas contas da casa e como estava no hospital comecei a entrar em estado choque. Não tinha dinheiro e cada dia mais atrasadas, mas a minha mãe começou a tratar de tudo.
Eu estava no hospital e recebia muitas visitas todos os dias até que num dos dias, que eu estava em baixo, recebi uma visita de uma senhora para quem eu tinha trabalhado, a minha amiga Fátima com a sua filha e a Margarida, mas o melhor foi quando eu estava a jantar e olho para a porta e vejo muitos colegas de trabalho a entrarem pelo corredor. Eu fiquei super feliz, aquele dia foi uma maravilha.
Eu já estava farta de estar no hospital, mas o médico não me deixava sair enquanto as minhas análises não voltassem ao normal e assim foi. Ele marcou uma consulta de ginecologia para eu ser observada do problema que eu tinha no colo do útero e eu não fazia ideia o que era, mas a minha família já sabia de tudo, mas não me diziam.
Eu fiquei melhor e chegou a altura de vir para casa no dia 9 de Dezembro, um mês depois de ter entrado no hospital. Quando cheguei a casa tive muitas visitas de muitas pessoas amigas e da família toda, uma das visitas que me marcou foram duas senhoras que vieram oferecer-me um donativo de um jantar que elas tinham estado presente e que lá falaram do meu estado de saúde e todos foram generosos. Elas trouxeram um bacalhau e dinheiro, e eu não sabia o que dizer, só sei que agradeci imenso, mas na outra semana recebi mais uma visita da Fátima do Pingo Doce para também me dar um donativo que muitas pessoas me doaram para me ajudar nesta fase da minha vida. Só sei que agradeço a todas a pessoas que me ajudaram nessa altura, um beijo para todas elas e muita saúde, é o que desejo a todos.
Chegou o dia da consulta em Coimbra. Quando fui observada pela médica, elas falavam mas eu não percebia nada do que estavam a dizer, mas depois elas mandaram-me esperar para irem falar com a equipa médica. Chamaram-me e ai é que fiquei a saber o que tinha, fiquei sem palavras, mas não disse nada, elas mandaram fazer uma ressonância magnética para verem melhor o meu estado e marcar uma consulta para o dia 29 de Dezembro para ver se ficava tudo resolvido o mais depressa possível.
No dia em que eu ia fazer a ressonância, fui ver as notas da minha filha mais velha á Benedita e fiquei muito feliz, porque com tudo o que se tinha passado ela não tinha nenhuma negativa, mas quando regressava para casa a minha mãe telefonou-me para eu ir com uma prima minha a casa de uma amiga dela e eu concordei e lá ficou o combinado.
A minha cunhada tinha chegado para passar o natal em nossa casa, eu cheguei a casa e pedi a ela para ficar com a minha filha para eu ir a casa dessa amiga da minha prima. Quando lá chegamos essa pessoa perguntou-me como me sentia e eu disse que tinha muitas dores, que a perna doía-me muito e ela respondeu: - Óptimo! Eu pensei que ela estava a gozar comigo, mas depois ela começou a explicar o que me ia fazer, eu só sei que lhe disse que não podia estar muito tempo, porque tinha de ir para Coimbra fazer um exame e ela disse que ia fazer Reike. Eu perguntei o que era isso e ela disse se eu queria fazer para ver o que era e eu aceitei, ela começou a fazer e só sei que senti uma paz dentro de mim, parecia que tudo ali era um paraíso, mas lembro-me muito bem que quando ela me colocou a mãos em cima da minha barriga eu senti tudo a mexer, bem eu tinha de ir embora para não me atrasar e ficou combinado em eu ir lá no outro dia para fazer outra vez.
Fui para Coimbra fazer o exame e sei que me custou muito, porque tinha muitas dores na perna esquerda e eu para fazer o exame não podia mexer, foi um sacrifício mas eu ultrapassei uma hora deitada na maca.
No outro dia eu fui ter com a amiga da minha prima para fazer de novo Reike e comecei a adorar, porque quando saia de lá vinha muito mais aliviada das dores e também gostava do que sentia e via. Eu fechava os olhos e lembro-me que via uma luz amarela a brilhar e a desaparecer e depois via azul do céu muito lindo. Eu ficava encantada com tudo o que se estava a passar comigo, e no outro dia fui lá também e vim de lá muito melhor, até quando cheguei a casa minha cunhada disse que eu já nem parecia a mesma e eu fiquei feliz.
Chegado o dia da consulta em Coimbra lá fui eu para saber o que o exame tinha acusado, as médicas disseram que o tumor já estava bastante evoluído e que se tinha de resolver isto o mais depressa possível. Assim, a meio do mês de Janeiro fui fazer exame a Coimbra, para serem marcados os tratamentos: quimioterapia e radioterapia. Ficou tudo marcado para começar no dia 30 de Janeiro de 2006, mas no dia antes aconteceu uma das coisas maravilhosas, nesse dia estava muito frio e mal se podia andar na rua por causa do vento, e não é que com o vento depois veio a chuva e depois começa a nevar. Foi maravilhoso, já não via neve há mais de 20 anos. Fui com as minhas filhas para rua, tiramos fotos e elas brincaram muito, foi lindo e inesquecível.
No dia seguinte fui para Coimbra fazer a minha primeira sessão de quimioterapia, eu ia cheia de medo, não sabia se o cabelo me ia cair todo. Quando falei com a enfermeira e perguntei se caia o cabelo, ela respondeu-me que neste tratamento o cabelo não caia. Eu sorri e fiquei muito feliz, porque por mais que digam que não custa para algumas pessoas, para mim penso que deve ser um choque muito grande. Pode haver umas que aceitam bem, mas também tem outras que custa a aceitar, e eu como tinha muito cabelo, pensava que era um choque, mas felizmente não passei por ele. A minha primeira quimioterapia não custou nada, até fiquei mais o menos bem, depois fui fazer a radioterapia. Isso é que eu ia fazer todos os dias durante 33 dias semanais, a quimioterapia era só uma vez por semana durante 6 semanas.
Lá passaram os dias, e eu fui conhecendo várias pessoas com vários problemas e falávamos das nossas experiências e contávamos as nossas vidas uns aos outros e fiz grandes amigos doentes, como a equipa médica que me acompanhava. Eles davam-me muito apoio e assim foi uma parte má da minha doença, mas também foi muito bom, porque se aprende muito nesses hospitais, porque pensamos que nunca somos capazes de ultrapassar certas coisas na vida.
O tempo foi passando e eu acabei os tratamentos e tudo corria bem, depois desses tratamentos ainda tive várias crises de anemia, estive várias vezes internada para recuperar mas ultrapassava tudo muito bem.
Comecei a ir às consultas de rotina e com a esperança que um dia tudo ia ficar bem, em Junho de 2006 eu comecei a urinar pela bexiga e telefonei para Coimbra para comunicar aos médicos o que se estava a passar, eles mandaram-me ir lá logo nessa semana e eu nesse dia fui logo preparada para ficar internada, pois eu queria ver-me livre das sondas e lá fiquei. Eles estiveram a estudar o meu caso e resolveram operar-me, colocaram-me uma sonda, mas correu mal, porque só conseguiram colocar de um lado. Os médicos quando me disseram eu entrei logo em estado choque, não queria acreditar no que estava a acontecer, mas tive de aceitar. Fiquei melhor e vim para casa com um dos meus drenos fechado e com remédios para tomar, passado quatro dias eu comecei a ter muitas tonturas, vómitos e perdas de visão e telefonei logo para Coimbra e o médico mandou suspender o antibiótico que estava a tomar, para ver se passava. Passado dois dias eu mal conseguia comer, tive de ir para o hospital e lá fiquei internada de novo. Tiveram que me ligar o dreno, porque as análises já estavam a um nível muito acima do normal e para me retirarem a sonda que tinham colocado, depois de alguns dias tudo começou a normalizar.
Já estávamos no final de Julho e eu ia buscar a minha filha mais nova à cresce e fui para casa da minha mãe jantar com as minhas duas filhas, e estávamos à mesa a petiscar nozes quando a pequena começou a cair para cima de mim, eu gritei e logo a minha mãe veio e o meu pai também e tudo gritava e eu só tive coragem para chamar a ambulância, mas a minha filha mais velha só gritava e eu não podia fazer mais nada. A miúda foi para o hospital e só quando chegou ao hospital é que ela acordou, ela entrou no hospital já a falar e os médicos disseram que ela tinha tido uma convulsão de febre. A menina, no dia seguinte veio para casa e eu fui com ela ao médico de família para lhe comunicar o que se tinha passado e o médico mandou-a fazer um exame que deu negativo, estava tudo bem com a menina e eu fiquei feliz.
O tempo foi passando e chegou o dia dos meus anos, foi lindo! Tive casa cheia de amigos do meu trabalho, eles nunca me deixaram, de vez em quando vinham-me visitar e esse dia não fugiu a regra, foi lindo.
De mês e meio, em mês e meio vou a Coimbra mudar as sondas e como já estava tão farta de tudo, perguntava aos médicos como é que era o meu estado de saúde, eu queria ver-me livre das sondas e já estava farta delas, mas eles só diziam que estavam a estudar o meu caso. Eu queria saber mais do meu tumor, como é que tinha evoluído e assim fui a uma consulta de ginecologia e os médicos aí disseram-me que da parte do tumor estava estabilizado e eu fiquei muito feliz, mas também já esperava por isso, porque sentia-me bem e nunca mais tinha tido recaídas.
No dia 14 de Novembro de 2006, um anos depois de ter ficado doente, fui de novo mudar as sondas, e como normalmente ia visitar os enfermeiros. Achei que algo de estranho se tinha passava, mas pensei que era de mim, mas quando entro no corredor qual é o espanto de uma auxiliar que começa a dizer para a outra: - Olha é mentira, a Helena está ali. Eu comecei a sorrir e perguntei o que se passava e ela contou que tinha corrido um boato que eu tinha morrido, mas pediu desculpa por estar a saber daquela maneira. Eu naquele dia fui ter com o médico para perguntar-lhe o que me ia acontecer e também comunicar-lhe o que os médicos tinham dito sobre o tumor. O médico olhou para mim e disse que até ver não havia solução e que iria ficar com as sondas para o resto da minha vida. Eu fiquei sem palavras, mas depois perguntei-lhe o que seria de mim, porque com as sondas não poderia trabalhar. Pois ele disse que eu tinha de aceitar e que tinha de ser, mas perguntei-lhe como era se não podia trabalhar. Então ele passou-me os papéis para eu tratar da reforma.
O Natal chegou mais uma vez, os meus cunhados vieram passá-lo connosco é sempre bom estarmos todos reunidos.
O novo anos começou e eu fui chamada para ir tirar o 9º ano, no qual me foi dito que um dos trabalhos que tinha de apresentar era a história da minha vida, e assim aqui estou eu a contar a minha vida. Estou a adorar e quero realizar este projecto. E quero concretizar um dos meus projectos para o meu futuro, visto que agora tenho mais tempo e não posso trabalhar mais na fábrica. Assim vou fazendo os meus bordados, que adoro fazer e espero fazer muitos mais.
Adorei contar um pouco da minha vida, espero que tenham gostado…



FIM

12 comentários:

Ruth Piancó disse...

Oi Helena, boa noite!!
Adorei ler a história da sua vida.
Amiga um ótimo domingo.
Bjus Ruth Piancó

fatima gouveia disse...

Olá Helena! gostei de ler a sua história...e como todas as histórias acabam bem, a sua irá acabar bem,para a puder contar aos netos daqui a uns aninhos.
Um bom domingo
Beijinhos
Fatima

Artesanato em croche disse...

Oi minha amiga se assim posso te chamar amei sua história foi como uma novela.Em que passou por varias etapas e que hoje tem um final feliz.e tudo vai continuar muito bem com vc, pois se vc confia no Senhor.E tudo que passou seja só um lembrete, nunca se esqueça dele só nele pode confiar e esperar.e que ele possa te dar saúde para continuar a cuidar de suas filha e do seu amor.E que amor!!!!!!!!!
Helena uma chuva de benção para vc e sua família e seja sempre assim, uma pessoa amiga, doce e meiga.

Fazendo Crochê disse...

Olá!
Adorei saber um pouco da sua historia...
bjs e boa semana
Vânia

miquinhas disse...

Olá Helena
Obrigada por partilhares connosco a história da tua vida. Como tantas outras vidas, tem os seus altos e baixos. Mas importante mesmo é não baixar os braços, não desistir, descobrir que temos família e que somos amadas. E acima de tudo compreender que há sempre um caminho a seguir, ainda que não seja o idealizado no passado.
Estamos cá para te apoiar.
Beijinhos e uma boa semana

Mirian disse...

Oi Helena!
Acabei de ler sua história!
Fico feliz em saber mais sobre vc!
Um pouco triste,mas espero que esteja bem!
Bjos no seu coração!

Matando Saudades e Fazendo Croche disse...

Oi amiga uma linda história, beijos.Ivone

TeTe disse...

Sejam Felizes !



HOJE,

Se chover, sejam felizes com a chuva
que molha os campos, varre as ruas e
limpa o ar...

Se fizer sol, aproveitem o calor.
Se houver flores no jardim,
aproveitem o perfume.

Se tudo estiver seco, aproveitem para
colocar as mãos na terra, plantas sementes

e aguardar a floração...

Hoje não arranjem desculpas...
Sejam felizes de qualquer maneira !!
Lembrem-se de que a única fonte de
felicidade está dentro de nós e deve ser repartida.

Repartir nossas alegrias é como espalhar

perfume sobre os outros...
algumas gotas acabam caindo
sobre nós.

susy disse...

Olá amiga isso é que é coragem espero que a vida te corra sempre bem, porque já sofreste muito e nem me imagino a passar por tudo aquilo que passaste. FORÇA.


Beijos
Cláudia

Entre linhas... disse...

Os meus parabéns por toda a tua luta,tens sido uma pessoa com muita força,nunca desistas de nada.

Os teus trabalhos artesanais são muito engraçados,eu tb bordo,mas só ponto de cruz.

Bjs Zita

LECY ARTEIRA disse...

Oi Helena!

Vim te desjar uma linda semana! Adorei sua história! Vida!

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__00000 "Sopra aos ventos teus sonhos,
_000000___eles irão se espalhar
0000000____pelos ares e voltar a ti
0000000_____em forma de realidade!!!"
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'000000000000_____Tenha-__________
_0000000000______uma ótima ______0
__0000_000000_____semana _____00
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_________00000000000000000 Beijinho
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. * . + . * . (¸.•'´(¸.•'´ `'•.¸)`'•.¸)'+ .) ,"
Lecy

Simone disse...

Oi Helena,

Muito linda a história da sua vida.

Beijos no coração

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